sexta-feira, 8 de julho de 2011

Entrevista com Lelê Pingo de Mel

A dançarina mineira Alessandra Quintino, a Lelê Pingo de Mel, foi a mais votada no site R7.com, no último concurso realizado para escolher as novas integrantes do grupo É o Tchan. O concurso foi realizado em agosto de 2010 no Programa do Gugu, exibido pela Rede Record. Após alguns meses como loira do É o Tchan, Lelê resolveu sair da banda,atualmente mora no Rio de Janeiro e segue novos rumos em sua carreira.
Portal Tchan bateu um papo com a dançarina Lelê e ela revela por que saiu do grupo É o Tchan e sobre os novos rumos que sua vida vem tomando, confiram:


Lelê Pindo de Mel



1- Como começou sua carreira artística?
Aos 4 anos tudo começou, quando minha me colocou no ballet, pois desde então não parei mais. Eu entrei para o ballet clássico, e assim aos 10 comecei também no jazz, e ginástica rítmica no colégio. E depois vieram ballet moderno, contemporâneo. Fiz várias viagens com o ballet, apresentações, cursos, workshops e muitos concursos como os das cidades de Joinville, Uberlândia e Uberaba. Estudei em várias escolas de dança em BH. Aos 20 comecei a dançar lambaeróbica na academia e dei um tempo no ballet. Nesta época, conheci uma Cia de dança em BH e fiquei 7 anos como dançarina, coreógrafa e ensaiadora. Em 2003 fiz o concurso do Tchan e fiquei até as 30 colocadas.
Trabalhei na TV Alterosa afiliada SBT em BH durante muitos anos. Comecei em 2000 e participava de todos os trabalhos de dança que apareciam na emissora, e então em 2004 me convidaram para ser assistente de palco e dançarina do Programa Graffite que estreava e fiquei até 2008. Foi quando nasceu meu apelido Lelê Pingo de Mel, que o apresentador do programa Dudu Schechtel, me deu na época. Lelê já era meu apelido e Pingo de Mel por eu ser pequena, loira e um ‘’doce’’...assim dizia ele, risos (Du, beijos te adoro você sabe). Paralelo a isso, em 2004 tirei meu DRT de dançarina, passei a fazer reportagens na Alterosa e propaganda para várias empresas. Em 2007 me convidaram para fotografar para o site EH GATA (ensaio sensual) e durante uns meses fiz toda a divulgação do site em rádio, TV, jornal. Neste ano fiz os trabalhos para Toni Sales em BH, montagem de 08 coreografias e shows de divulgação da nova banda dele ‘’Raghatoni’’, quando ele me convidou para gravar o primeiro DVD dele em Salvador, no Salvador Fest. Também dancei em banda de baile, fazia eventos de dança e animações. Em 2006 montei minha Cia e nasceu assim a ‘’CIA A ONDA’’, em sociedade com Rodrigo Marques, que hoje é o meu irmão e braço direito.
Os trabalhos ampliaram e por esse motivo éramos convidados para grandes shows, como Axé Extra 2010 com o Parangolé na música ‘’Rebolation’’. Contratamos 38 dançarinos fizemos a coordenação, seleção e ensaio. E ano passado ainda no Tchan eu e Rodrigo selecionamos, e ele coordenou, 10 passistas para o Black Eyed Peas, em BH. Pelos trabalhos na TV, a minha Cia de dança era convidada para vários eventos e eu recebia convites para coordenar, dançar e divulgar trabalhos para as rádios de BH (Extra, BH FM, 98 FM), como assistência de artistas, assistência de camarim em grandes shows, eventos em empresas. Outros trabalhos: apresentei a calourada da faculdade UNI-BH com Nando Reis; propagandas de TV (sempre dançando); clip da banda Jota Quest - música ‘’LA PLATA’’ e outros clipes de bandas de BH; free lance para banda Poribidão do Funk (o meu querido amigo Negron de Salvador); gravação do DVD do DJ Marlboro; gravação do DVD da banda Vira e Mexe (BH); dancei para MC Biju (BH) e selecionava, coordenava e indicava dançarinos para vários trabalhos em Minas.
Em 2004 me formei na faculdade de Comunicação Social, Relações Públicas. Fiz curso de repórter pra TV e vários cursos de dança. Não só como bailarina e dançarina, mas como empreendedora estou sempre em busca de novos mercados artísticos, de aprender e de me aprimorar. Eu sempre quis sair de BH para estudar teatro, interpretação para TV e tentar trabalhos de dança em outros estados, como SP, RJ e Bahia. Em 2009 aconteceu de ser convidada para trabalhar em SP em um grupo musical. Uma mudança radical, não só de estado e trabalho, onde morei por 01 ano, mas que me exigia aulas de canto, interpretação e dançar. Éramos 05 mulheres e tive de pintar o cabelo de vermelho. Como o trabalho não rendia sai do grupo e voltei para BH. Resolvi tentar trabalhos em Salvador, comecei a pesquisar com as pessoas que eu conhecia e pedir oportunidade em bandas...Estava de mudança certa em Maio de 2010, quando soube do teste do Tchan no Rio. Fui ao Rio fiz o teste e na segunda fase não passei. Desisti então de ir para Salvador e mexer com bandas e resolvi abrir uma empresa de eventos, em BH. Estava tudo certo, quando 15 dias antes da final do TCHAN na Record, o empresário do Tchan me convidou para voltar para a final. Seríamos 10 finalistas, e não 8, como decidido anteriormente pela produção. Milagrosamente eu fui à dançarina mais votada, tive mais de 50 mil votos pelo site R7.COM e confesso que não esperava, pois sabia que não era a dançarina escolhida pela produção e pela coreógrafa na época. Mesmo assim, fiz a minha parte, uma grande campanha de votos na minha cidade, pela TV, rádio, jornal; email, redes de relacionamento e no boca-boca. Seria na sorte e na vontade de DEUS. Os anos de trabalhos e por todos os lugares que já tinha passado pelo Brasil me ajudaram acumular tantos votos que deixaram surpresos a administração, pois a mineira de ‘’33 anos’’, reprovada pela produção acabava de ganhar. E assim entrei no Tchan pelos meus méritos. Depois de 06 meses sai e hoje moro no Rio em busca, mais uma vez, de novas oportunidades de trabalho.

2- Comente um pouco sobre a sua passagem pelo grupo baiano É o Tchan.
O Tchan era um sonho. Como disse comecei a dançar lambaeróbica em 1999 e o Tchan estava no auge. As dançarinas: Débora, Carla, Carvalho e Mello foram e ainda são referência de dança, beleza e trabalho bem sucedido, uma vez que o Tchan, naquela época abriu as portas para os dançarinos em bandas, valorizando ainda mais a área, até os dias de hoje. E Jacaré (uma pessoa muito especial para mim) já era ícone e derrubava as barreiras dos preconceitos. Sim, os homens podiam dançar e rebolar. Então, eu como milhares de meninas me inscrevi no concurso.
Ganhar ano passado foi um dos melhores momentos artísticos que tive: o mais emocionante, sofrido e desejado. Várias pessoas zombaram disso, pela minha idade, pelo Tchan já não ser o que era e por mais uma tentativa que eu fazia de trabalho. E mesmo assim encarei. Literalmente eu ‘’cai de pára-quedas’’ e fui tentando me acertar com o tempo. Eram muitas músicas para ensaiar, não tive tempo de conhecer as meninas, cobrança dos fãs, tive de me mudar em 15 dias pro Rio, emagrecer e conviver com a não aprovação de alguns pela minha vitória. Enfim, mediante a tudo isso eu estava ali e tinha que fazer o melhor. Sem falar na família, amigos e namorado.
Com pouco menos de 6 meses já havia experimentado várias emoções diferentes entre realização de ganhar, alegria em estar no Tchan, mas a raiva por várias situações, tristeza não só de saudade, mas por desapontamento, medo do amanhã, insegurança de ser ou não bem aceita, satisfação em dançar, carinho dos fãs, reconhecimento dos fãs e intrigas, diga-se de passagem, como em qualquer lugar nem sempre somos compreendidos como gostaríamos, pois cada pessoa tem uma forma de ver e entender as coisas, é a verdade de cada um. Mas, a minha verdade era: NÃO ESTOU FELIZ AQUI!!!!! Não conseguia mais suportar algumas coisas que aconteciam para me prejudicar e não queria mais lutar para provar quem eu era, pois sei que não adiantaria. Não me sentia tranqüila em realizar os shows e nem mesmo respeitada como pessoa e profissional. A dança transcende os passos, os movimentos. É emoção, coração, sentimento. Como poderia sorrir e dançar de verdade se eu não me sentia assim? As pessoas me julgaram por achar que isso é pouco para sair, exagero ou para um sonho de estar no Tchan deveria ter suportado mais. Mas, pelo meu caráter e por tudo que eu sou e quero, precisava encarar que não dava mais. Confesso que por várias tentativas frustradas de conversar e não acertos, cheguei a essa conclusão. Era hora de sair.
E outro motivo foi a minha idade, pois no TCHAN as meninas saiam antes dos 30 anos. Eu não tinha como mudar isso. A gente muda corpo, cabelo, roupa. Mas a questão não era nem mentir, mas era um problema para eles saberem que eu tinha essa idade e não iria mudar. Se o limite de idade era um agravante porque me aprovaram para fazer os testes, e mais, quando não passei porque me convidaram para a final? Por isso citei acima que MILAGROSAMENTE estava no Tchan, pois só assim eu estaria dançando por lá.
Pelo tempo que estive no Tchan conheci muitas pessoas, fiz amizades, conheci lugares bem legais, viajei muito, o que foi muito bom!!!! Não me arrependo de ter entrado, pois eu GANHEI no concurso e provei que sou capaz. Realizei-me dançando. As dançarinas Julie Pinho e Ju Chocolate eu guardo com carinho e hoje as considero como amigas. No início não éramos próximas, pelo contrário. Mas o bom é que o tempo mostra as verdades e o caráter das pessoas. Elas me ajudaram muito e deram apoio pelo o que eu passava e vice versa. Meninas, OBRIGADA!
Aproveito para me desculpar com os fãs, pois na minha saída eu estava doída, confusa, triste e chateada. Não consegui falar muito e se falasse ia acabar ferindo as pessoas e levantando polêmicas e discórdias. E nunca queria ser lembrada assim. Hoje, após 04 meses falo com propriedade e certeza de tudo. As pessoas me perguntam se eu voltaria ao Tchan, caso fosse convidada. Bom, agora vocês conseguem entender o porquê não! E fora a Julie e a Choco que estavam no dia-a-dia, alguns fãs e amigos, o Rodrigo, a minha família e meu querido Wed, ‘’namorido’’ foram fundamentais para eu suportar tudo e ver com clareza as situações.
Então reforço que não sai por valor de cachê ou porque tinha proposta de trabalho, e sim pelos motivos acima. Em Março, comecei a fazer figurações e no início de Maio a dança de salão no Carlinhos de Jesus. Ainda estou me recuperando...


Lelê do É o Tchan em 2010




3- Quais as principais dificuldades na carreira de dançarina?
Dançar é maravilhoso, qualquer pessoa pode fazer desde criança até os idosos, de maneira livre. Mas como carreira as dificuldades são de se chegar lá e se manter. E para isso exige-se dedicação, paciência, perseverança. Naturalmente é saber o que quer, estudar e trilhar isso incansavelmente. Estar pronto sempre, e por muitas vezes eu estava....E tive de correr atrás dobrado.
Eu amo a arte no geral. Em casa eu tenho referências: minha tia é pintora, minha mãe poetiza, meu irmão é músico. Eu gostaria de ter estudado canto, circo, teatro, TV, feito faculdade de dança tudo ligado a arte, que tem uma energia e uma sensibilidade ímpar. E em breve, e aos poucos vou me dedicar.
As dificuldades são particulares, posso falar do que eu já enfrentei. Estudar arte é caro, requer investimento alto. É necessário aprimorar e nunca se pode parar de estudar. Arrependo-me de parar o ballet clássico e contemporâneo, mas na época foi necessário. Fazia faculdade a noite e trabalhava o dia todo, por isso comecei na lambaeróbica, pois os ensaios eram após as 22h e shows após 23h. Mas, pretendo encarar novos desafios como já disse e na dança também com dança de rua, sapateado e dança do ventre. Fora isso se demanda tempo com horas de aula para se tornar um bom profissional. A concorrência é acirrada, não só pelos meus naturais de encontrar profissionais melhores, mas pelas formas ‘’fáceis’’ que as pessoas encontram de conseguir uma vaga ou um teste. Não basta ser bom, dedicado, ético, bom currículo. Precisa-se de investimento, indicação, conhecimento e esperteza. E em cada lugar que passei tinha tudo isso e mais: perfil físico, cor da pele e do cabelo, idade, tipos de dança, tempo dispensado para a atividade e o que mais o trabalho precisar. A realidade é dura e a concorrência é grande.
E já quis desistir várias vezes de tudo, me sentia impotente a cada desafio e incapaz de seguir. Mas, DEUS está sempre na minha vida e me mostra, faz refletir e recomeçar. E sempre será assim: pois a vida é feita de sonhos e esses são desafios diários. Se não fosse assim, não teria a menor graça!!!!

Dançando


Durante um show


4 - Como está o coração de Lelê Pingo de Mel? Pensa em casar, ter filhos?
Namoro com meu ‘’gatinho’’’ (risos) Wedney vai fazer 05 anos, em Agosto. Moramos juntos em SP, em 2009 e agora aqui no Rio, desde o Tchan. Com ele pretendo tudo que DEUS me permitir...Inclusive filhos, é minha vida, meu amor e minha alma gêmea. Sou uma mulher respeitada, feliz, abençoada e amada.
5- Recentemente você foi vista em programas de tv e novelas, pretende seguir a carreira de atriz?
Sim, mas foi apenas figuração. Aqui no Rio é comum pelo elevado número de produtos que as emissoras lançam a cada dia. Pra mim e pro Wed foi para conhecer novas pessoas, ganhar dinheiro e não ficar parada, aliás eu odeio. Ser atriz é outra questão. Como eu falei acima, a arte me fascina e sei que se é difícil dançar com tudo que eu já passei e estudei, e olha que sei pouco, imagina uma arte que eu não domino. Mas, seria ótimo estudar e me ver em um novo desafio. Se acontecer, vai ser natural e se der certo será resultado. Não estou preocupada...Mesmo porque não tenho DRT e não me aventuraria a fazer algo que não sou especialista.

Lelê no "Video Show" na Tv Globo




Com o namorado Wedney

6- Quais os seus próximos projetos?
Estudar tudo o que falei anteriormente, há seu tempo. E a partir daí tentar testes e novos trabalhos. Dançar em banda é difícil porque aqui no Rio não é igual Salvador para isso, não tem demanda, mas se aparecer, quem sabe. Mas pretendo ficar aqui, o clima é muito bom e as pessoas agradáveis. E o Rio respira arte...É maravilhoso. E agora estou a GMP Assessoria de imprensa, aqui no RJ e tenho feito algumas coisas através deles.


7 - Você se considera vaidosa? quais os seus cuidados com a beleza?
Muito vaidosa. Adoro tratamentos estéticos, cuidar da pele e do cabelo, estar bonita, quem não gosta, né?. Mas, morando aqui no Rio e tendo que recomeçar confesso que tive de deixar de lado algumas coisas. Mas, sempre que posso eu faço. Quando morava em BH, com os meus pais tinha uma rotina que adora: malhava com a personal a Adriana Costa, minha amigona, fazia tratamento estético diário, cuidados da pele com minha esteticista e dieta com nutricionista, e lógico sempre dançando. Se gasta muito com isso, fora os produtos. Ainda ter cabelo loiro, dá um trabalho....Uso mega hair há 4 anos e isso também é caro. Mas, agora morando sozinha e com o Wed, mudamos estrategicamente nossos investimentos (risos). Meus pais ainda me ajudam muito, mas não dá para explorar demais, né? Tudo é uma questão de priorizar...
Desfilando pela griffe Absoluta



8- Lelê muito obrigado por sua atenção e disponibilidade, deixe um recado a todos os seus fãs que acessam o Portal Tchan e a Comunidade É o Tchan do Brasil Oficial no Orkut.

Quero agradecer ao Fabiano pelo convite. Espero ter respondido as perguntas e esclarecido muitas coisas, e mostrar mais um pouco do meu lado e da minha vida. E ao Gui, uma pessoa maravilhosa. Vocês são importantes mediadores e porta vozes da comunidade, mediante a tantos tumultos, e fazem isso imparcialmente. Beijos, com carinho e obrigada pelo apoio de sempre, principalmente você Fabi.
Aos fãs do Tchan, e que assim me conheceram, aceitaram e apoiaram-me agradeço por tudo, pelas mensagens sempre carinhosas e as críticas. Respeito-os acima de tudo.E até muitos são tão atenciosos e nos falamos sempre.
Aos amigos e admiradores do meu trabalho de anos, que estão comigo em todas as situações de alegria e tristeza, não só no Tchan, a cada conquista e derrota, eu sou eternamente grata por tudo. Não me esqueço um segundo sequer de vocês! DEUS ABENÇOE a todos.
Aos meus amores: Wed, Digão e minha família: pais, tias Biau e Dina, vó, prima Camilla e irmãos Maurinho, Ro e Thiaguinho – Vocês são a minha vida. O que faço é para e por vocês. Deus sabe do meu coração. AMO INCONDICIONALMENTE! São o meu exemplo de tudo e meu porto seguro.
E a todos que estão por aqui lendo isso, não me conhece ou sabem pouco do que se trata, muito prazer sou a Alessandra Quintino, 33 anos (34, em 29 de Julho, risos), dançarina, formada em Relações Públicas, mineira de BH, UAI sô? morando no RJ e conhecida como Lelê Pingo de Mel. Ou Ale, Lelê, Léo, Sandinha para os amigos íntimos e familiares. Mais uma brasileira em busca de ...............................................de escrever a minha história e ser FELIZ!
Meu Twitter: @lelê_pingodemel
Facebook: Lelê Pingo de Mel
Orkut: são 08 perfis, só procurar: Lelê Pingo de Mel